Filtro corta em 70% imagens de pedofilia no Orkut, diz Google

Um filtro já implementado pelo Google no site de relacionamentos Orkut permite a redução das imagens de pedofilia em 70%. A afirmação foi feita na tarde desta quarta-feira (2) por Alexandre Hohagen, diretor-presidente do Google Brasil, que assinou pela manhã um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a empresa e o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP). Por meio do termo, a empresa se compromete a adotar várias práticas contra a pedofilia no site de relacionamento Orkut. O filtro faz parte de um pacote de segurança anunciado pela empresa no início da semana. Essa ferramenta, associada à análise de funcionários do Google, cria uma espécie de impressão digital para fotos com pornografia infantil. Dessa forma, ela impede que essas imagens já identificadas sejam colocadas novamente no site de relacionamentos (em um novo álbum de fotos, por exemplo). “Estima-se que 80% dessas fotos criminosas sejam repetidas. Uma vez colocadas na internet, elas são replicadas inúmeras vezes”, afirmou Hohagen, com base em informações da ONG Safernet. Além de impedir o upload do conteúdo já identificado, a impressão digital criada pela ferramenta permite que ela encontre perfis e comunidades que contêm essas imagens de pedofilia. Assim, é possível encaminhar denúncias às autoridades responsáveis.

Combate

Também estão incluídos no pacote de segurança a mudança no prazo de armazenamento dos registros de acesso dos usuários brasileiros do Orkut (de 30 dias para seis meses) e uma solução para melhorar o processo de entrega de evidências de supostos crimes às autoridades. Há uma ferramenta tecnológica que facilita o encaminhamento de denúncias da ONG Safernet ao Google. Segundo Hohagen, a organização envia diariamente para análise 500 endereços (URLs) de páginas do Orkut supostamente associados à pornografia infantil — grande parte desse conteúdo é restrita, ou “trancada”. O Google afirma que todas essas medidas anunciadas já foram implementadas. Além dessas iniciativas, que já haviam sido divulgadas em sessão na CPI da Pedofilia, a empresa divulgou que vai colaborar com autoridades brasileiras para estabelecer meios efetivos de cooperação internacional, que terá um diálogo permanente com autoridades brasileiras e que investirá na educação dos internautas. Essa última iniciativa será feita via internet e também pode ser implementada nas escolas; o modelo ainda não está fechado.

Quebra de sigilo

A CPI da Pedofilia aprovou nesta quarta um requerimento que prevê a abertura de 18.330 páginas da página de relacionamento Orkut, do Google, com fotos e informações sobre usuários suspeitos de pedofilia na internet. Em abril, a comissão já havia aprovado a abertura de mais de 3 mil endereços do Orkut, que levaram a 805 alvos suspeitos de pedofilia após investigações da Polícia Federal. Segundo Hohagen, nesse primeiro momento deve haver um aumento da demanda na quebra de sigilo de perfis de suspeitos de pedofilia. “Temos as ferramentas para atender essas solicitações, sem deixar de lado a preocupação com a privacidade de nossos internautas”, disse o executivo. O pedido de quebra de sigilo deve ser feito pela Justiça, quando as autoridades entendem que ele é cabível.

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